A Chave do Labirinto leva Minotauro a canavial paulista

A peça infantil A Chave do Labirinto está em cartaz no auditório do Sesc Vila Mariana, em São Paulo, aos domingos, às 16h30, até 13 de dezembro de 2026, segundo as informações da temporada. O espetáculo é idealizado, escrito e protagonizado por Regina França.

A montagem aproxima a lenda de Teseu e do Minotauro de um canavial no interior paulista. A criação se inspira nas memórias de infância e juventude de França em uma fazenda familiar.

O público do Sesc Vila Mariana acompanha a história em apresentações de 50 minutos, com classificação livre. Além de Regina França, participam os atores Claudemir Santana, Dudda Pecego e Julia Oliveira Tavares.

A concepção cênica transforma o palco em um livro tridimensional animado, e a obra também ganhou uma versão infantil ilustrada por Bel Galvanese. A temporada inclui recursos de acessibilidade em datas específicas e tem continuidade prevista no Sesc Santo Amaro, em janeiro de 2027.

A releitura do Minotauro transforma o canavial em labirinto

Na trama de A Chave do Labirinto, um menino se perde em um canavial e imagina ter entrado em um labirinto grego. A partir daí, a história de Teseu se afasta do confronto armado: o protagonista procura entender por que o Minotauro é tratado como uma criatura má.

A narrativa combina a mitologia clássica com lembranças de Regina França sobre a infância e a juventude em uma fazenda familiar. Nesse universo rural, figuras conhecidas dos mitos e da história aparecem filtradas pela perspectiva da criança: Sócrates se aproxima de um peão que ensinava o menino a montar cavalos, enquanto a Pitonisa lembra uma benzedeira do sítio.

O encontro com o Minotauro revela a dor de uma criatura confinada e privada de ver o oceano. Em vez de atacá-la, Teseu usa um giz mágico dado por Ariadne para desenhar asas no ser mitológico e guiá-lo até a praia, escolha que substitui a violência pela empatia.



Estética de livro pop-up, equipe artística e próximas temporadas

Na concepção do diretor Paulo Rogério Lopes, o palco se organiza como um livro tridimensional que se abre diante do público. Cavalos, deuses e outros elementos cenográficos surgem das páginas de papel e são manipulados em cena por Claudemir Santana, Dudda Pecego e Julia Oliveira Tavares.

O figurino é assinado por Cláudia Schapira e recebeu intervenções manuais de Regina França, que pintou calçados, bonés e roupas. A iluminação e a cenografia são de Juliana Augusta Vieira, e a trilha musical foi composta por Bruno Serroni.

A montagem também chegou à literatura: o livro infantil homônimo tem texto de Regina França e ilustrações de Bel Galvanese. Para a autora, conhecida por mais de 40 peças no teatro adulto, esta é sua primeira criação voltada à infância; sua trajetória inclui uma parceria de duas décadas com Renato Borghi e Elcio Nogueira Seixas no Teatro Promíscuo, além de trabalhos com Gabriel Villela.

Depois da temporada no Sesc Vila Mariana, a peça tem apresentações previstas no Sesc Santo Amaro, de 10 a 30 de janeiro de 2027. A passagem pela unidade da Vila Mariana inclui audiodescrição em 29 de novembro e interpretação em Libras em 29 de novembro e 6 de dezembro.

Serviço

  • Evento: A Chave do Labirinto
  • Data: de 1º de novembro a 13 de dezembro de 2026
  • Horário: domingos, às 16h30
  • Local: Sesc Vila Mariana (Auditório), Rua Pelotas, 141 — Vila Mariana, São Paulo/SP
  • Entrada: R$ 40,00 (inteira), R$ 20,00 (meia-entrada) e R$ 12,00 (Credencial Plena)


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