O Governo de São Paulo alterou a localização prevista para a estação Ana Rosa da Linha 16-Violeta, na capital paulista. A decisão também revogou a desapropriação de uma área reservada ao projeto.
A mudança foi publicada no Diário Oficial do Estado em 4 de novembro de 2026. Segundo o governo estadual, estudos técnicos apontaram uma alternativa para a implantação da estação.
A revisão afeta o planejamento da Vila Mariana, na Zona Sul, e envolve a futura conexão da Linha 16-Violeta com as linhas 1-Azul e 2-Verde. O endereço atualizado da estação ainda não foi divulgado.

A Linha 16-Violeta permanece em fase de planejamento e deverá ter inicialmente 16 estações. A decisão sobre Ana Rosa envolve tanto a integração com a rede existente quanto a área necessária para as obras.
Mudança no projeto de Ana Rosa e revogação da desapropriação
De acordo com o Governo de São Paulo, os estudos técnicos apontaram uma posição considerada mais adequada para a estação Ana Rosa da Linha 16-Violeta. A alternativa deverá favorecer a integração com as linhas 1-Azul e 2-Verde e reduzir riscos às construções existentes na região.
A revisão cancelou a desapropriação de uma área de 6.707,02 metros quadrados que havia sido reservada para a estação. Com a revogação, esse terreno deixa de estar abrangido pelo ato anterior, mas a medida não representa o abandono da Linha 16-Violeta.
Como o novo endereço ainda não foi divulgado, não há informações que permitam identificar quais imóveis poderão ser necessários para a implantação da estrutura. Eventuais novas desapropriações dependerão da conclusão dos estudos e da publicação dos atos administrativos correspondentes.
O projeto de uma estação subterrânea pode exigir ajustes no posicionamento de acessos, plataformas, túneis e estruturas de ventilação. Segundo a administração estadual, a alternativa atualizada oferece vantagens técnicas, embora sua localização definitiva ainda não tenha sido apresentada.
Traçado previsto, parques e conexões da Linha 16-Violeta
Conhecida como Linha dos Parques, a Linha 16-Violeta deverá ter aproximadamente 19 quilômetros e 16 estações na primeira fase, conforme os parâmetros divulgados pelo governo. A estimativa oficial é de transporte médio de 475 mil passageiros por dia até 2040.
O traçado prevê estações próximas ao Parque Ibirapuera, ao Parque da Aclimação e ao Parque da Independência, na Zona Sul. Também está previsto acesso ao Parque Ceret por meio das estações planejadas nas regiões de Regente Feijó e Anália Franco.
O planejamento prevê oito conexões com linhas existentes ou futuras. Além da integração da estação Ana Rosa com as linhas 1-Azul e 2-Verde, estão previstas conexões com a Linha 2-Verde em Anália Franco e com a Linha 4-Amarela em Oscar Freire.
Na região de São Carlos, o projeto contempla integrações com as linhas 6-Laranja e 10-Turquesa. Também estão previstas conexões com a Linha 19-Celeste, em Jardim Paulista, e com as linhas 20-Rosa e 22-Marrom, em Teodoro Sampaio; a realização dessas ligações dependerá dos cronogramas dos respectivos projetos.
Estudos da concessão e próximos passos do projeto
A espanhola Acciona Construcción S.A. foi selecionada para elaborar estudos de viabilidade técnica, jurídica e econômico-financeira da futura concessão. Esse trabalho deve avaliar características do empreendimento, custos, riscos e condições para uma eventual parceria público-privada.
A seleção para desenvolver os estudos não significa que a empresa tenha sido contratada para construir ou operar a linha. A escolha da responsável pela implantação dependerá do modelo de concessão e do procedimento de contratação a serem definidos.
O Governo de São Paulo prevê publicar o edital de concessão no primeiro semestre de 2027. O documento deverá estabelecer as condições para as empresas interessadas e os critérios de escolha da responsável pelo empreendimento.
Não há data definitiva para o início das obras nem confirmação sobre quando será divulgado o novo endereço da estação Ana Rosa. O cronograma dependerá da conclusão dos estudos, do licenciamento, da licitação e da assinatura dos contratos, além da definição das áreas necessárias à implantação.


